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Mercado: tendências inconsistentes até que cenário positivo ganhe sustentabilidade

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Em nossa percepção não há tendências definidas para os ativos financeiros do mercado brasileiro, sendo absolutamente necessário que ocorra alinhamento de sinergias que neste momento estão muito contraditórias entre si.

Da mesma forma, não há sustentabilidade para que ocorra a efetiva retomada da atividade econômica da forma tão almejada e necessária.

Há crenças, não convicções fundamentadas, que haja incremento de fluxos para a Bovespa e para a atividade produtiva, mas o fato concreto é que, por enquanto, é “achismo”, não havendo sinais concretos de fluxo de investimentos estrangeiros para o nosso mercado acionário e, a bem da verdade, nem para conta capital. Não há razões fundamentadas para que se conte com isto, pois a Reforma da Previdência melhora o contexto preocupante sobre o risco da crise fiscal, mas a sua aprovação já era dada como certa e o maior exemplo disto é o baixo CDS que já vinha sendo atribuído ao país.

O pragmatismo dos investidores estrangeiros é igual ao de São Tomé, “ver para crer”.

O entrave, como temos salientado repetitivamente, é o conflito de projeções e anseios, visto que com visão de curto prazo bastante desfavorável para a atividade econômica, a partir da percepção negativa por parte do governo e da mediana de projeções do mercado financeiro, fica completamente comprometido o anseio de que o setor privado, que registra exuberante capacidade ociosa, incremente seus investimentos.

O efeito “aprovação da Previdência” que se esperava fomentando o otimismo criando perspectivas imediatas concretas e não tão somente expectativas que tendem a não se consolidar como esperado, é muito menor na prática do que o foi na teoria antecedente à aprovação.

Aos poucos, solidifica-se a percepção de que o problema de maior pressão sobre o governo, a crise fiscal, vai ser atenuada, mas de forma alguma será geradora de recursos que permitam investimentos públicos e desta forma, é muito provável que os investimentos privados só aconteçam quando houver forte tendência de exaustão da capacidade ociosa existente atualmente.

Isto retarda a perspectiva da retomada vigorosa da geração de emprego e consequente aumento de renda e consumo, ficando inviável que o país ganhe aceleração da sua atividade econômica a partir do seu mercado interno.

Este cenário não favorece o Brasil com fluxos de investimentos estrangeiros, que poderiam ser motivados e fortalecidos com eventual redução da taxa de juro americano pelo FED, por perda de atratividade.

O gradual estreitamento entre as taxas de juro interna e externa já não permite as operações de “carry trade”, que poderiam agregar fluxo cambial para o Brasil neste momento se revela negativo e com frágil capacidade de reversão.

 A ansiedade do mercado que espera que o COPOM reduza a taxa de juro SELIC, se consolidada, cada vez mais inviabilizará o fluxo do capital estrangeiro especulativo ao país.

Então, a apreciação do real frente ao dólar se revela frágil e suscetível de volatilidade e de pressões em caso de aversão ao risco, quando o mercado à vista pode revelar problemas de baixa liquidez com o custo do cupom cambial aviltado.

Este é um cenário já posto no radar, mas ainda não ocorrido, que poderá ensejar a necessidade do Banco Central do Brasil vender dólar em moeda efetiva ao mercado.

Este seria um fato novo, normal para muitos e controverso para outros, pois, mal compreendido permitiria ilações contraditórias.

O fato é que ocorre no momento um hiato que impede vislumbrar tendências críveis e fundamentadas, um período de forte observação inevitável, portanto, em que prevalecerá a volatilidade.


Sidnei Moura Nehme
Economista e Diretor Executivo da NGO

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