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Super quarta não deve alterar nada,  Estados Unidos tem metas com dólar frágil!

 

Acreditamos que se engana quem acredita que o FED e governo americano alterarão algo nos seus programas de incentivo à economia e taxa do juro, como consequência do PPI de 0,8% ante projeção de 0,5% e pressão sobre juros nos treasuries, o dólar fragilizado é uma estratégia americana para recompor o dinamismo do seu parque industrial e as exportações e conter as importações, e, desta forma, retomar o desenvolvimento afetado pela pandemia do coronavírus.

Isto parece claro, mantendo os incentivos que vem promovendo sem reduzi-los quebrará o ímpeto do juro dos treasuries e tudo volta ao normal.

Até o nosso real, que tem viés de queda, se apercebeu disto e ontem iniciou o dia repercutindo o fato do juro sobre os treasuries ter estressado, elevando o preço e depois recuou como recuará na medida em que o COPOM sancione outra elevação da SELIC, equacionando melhor a relação câmbio/juros no nosso mercado.

Devido ao IPCA de 0,83% em maio, começo de uma crise hídrica já sinalizada pelo início das usinas termo em atividade, o que represente mais inflação. Idealmente, o COPOM poderia elevar a SELIC em não somente 0,75% como está previsto, mas ousadamente em 1%, dando um choque efetivo, para não correr o risco da inflação real ultrapassar a taxa SELIC no momento futuro.

Há inúmeras projeções colocando o PIB 2021 no entorno de 5%, mas é preciso que o governo não se deixe surpreender pela crise hídrica, o que seria neutralizante para a impulsão do crescimento. Da mesma forma, considerando que a cobertura plena da vacina ainda atinge percentual muito baixo, este é outro fator neutralizante de crescimento, pois a  pandemia está mais presente nas grandes capitais do sudeste.

Não há como ignorar certas realidades e sobrepor-lhes os anseios que o país tem de recuperação, principalmente em ambiente eleitoral, para não perder o foco real.

O mundo melhora a percepção de recuperação, contudo é importante que este fato não contamine economias que têm maiores dificuldades e estas passem a se considerar no mesmo ritmo.

O Brasil tem inúmeros desafios a superar, situação fiscal frágil e necessidade urgente de dinamizar as reformas administrativas e tributária, minimamente.

Precisamos do crescimento para gerar empregos e renda à população, mas não devemos ter a ilusão de que os empregos serão gerados como antigamente. Provavelmente, onde haviam 3 empregados seguramente só haverão 2 ou até 1, e os padrões salariais devem cair, pois a oferta de mão de obra será considerável, e o home office será uma realidade nova no país.

A pobreza cresceu acentuadamente no país com a pandemia, e o governo precisará de recursos para manter os programas assistenciais, e esta é uma necessidade que não dá para ignorar.

O dólar, como  enfatizado, com o ajuste do juro deve buscar seu preço mais compatibilizado com a realidade brasileira, que tem enormes reservas cambiais, retrocedendo o preço até R$ 4,60/4,80 e ontem ficou evidente que os fatores que impulsionam a baixa são pouco sensíveis às pressões do aumento de juro dos treasuries americanos.

Os picos especulativos ficarão mais restritos e a volatilidade cairá, havendo mais sintonia com o nosso “status quo”, e é provável que os especuladores retornem ao país com suas operações de “carry trade”, o que traz fluxo e liquidez ao mercado.


Sidnei Moura Nehme
Economista e Diretor Executivo da NGO Corretora de Câmbio

Cotações de Moedas em Tempo Real


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Radar NGO

IPCA dispara e tem maior alta para maio em 25 anos, taxa em 12 meses supera 8%

 

"Ainda é pouco, seria muito mais se considerasse com peso certo os aumentos da cadeia alimentar."

A inflação oficial do Brasil disparou em maio acima do esperado e atingiu o nível mais elevado para o mês em 25 anos sob pressão da energia elétrica, ultrapassando em 12 meses 8% num momento de atenção ao cenário inflacionário e de aperto da política monetária.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou a alta a 0,83% em maio depois de subir 0,31% em abril, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)...

Leia a matéria na fonte: br.investing.com/ipca-sobe-083-em-maio


Fonte: Investing.com
Publicado: 9 de junho de 2021

Dólar é negociado abaixo de R$ 5 pela primeira vez em um ano

 

Desvalorização da moeda americana se acentua conforme aumenta o diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos

O dólar registra forte queda contra o real nesta quarta-feira, 16, voltando a ser negociado abaixo dos 5 reais pela primeira vez em mais de um ano. Após ter tocado a mínima de 4,994 reais, às 13h30, o dólar caía 0,72% e era negociado a 5,002 reais.

A desvalorização da moeda americana ocorre antes da decisão de política monetária nos Estados Unidos e Brasil. Com a perspectiva de que o Federal Reserve mantenha os juros próximos de zero e o Comitê de Política Monetária (Copom) eleve a taxa Selic em pelo menos 0,75 ponto percentual, para 4,25% ao ano, o aumento do diferencial de juros entre os dois países torna mais atrativos os investimentos de renda fixa no Brasil.

"Isso torna mais atrativo o carry trade, que é pegar dinheiro no exterior com taxa de juros menores e trazer para cá, onde os juros estão cada vez mais altos. A queda do dólar hoje é totalmente em cima das movimentações das políticas monetárias brasileira e americana ", comenta Jefferson Laatus, estrategista-chefe e sócio-proprietário do Grupo Laatus.

No mercado de câmbio, o real tem a melhor performance entre as moedas internacionais, perdendo apenas para a valorização das rúpias de Seicheles frente ao dólar. O principal par do real, o peso mexicano, é negociado em queda contra a moeda americana.

Para Sidnei Nehme, diretor executivo da corretora de câmbio NGO, a moeda americana tem espaço para cair ainda mais frente ao real conforme a taxa de juros sobe no Brasil.

"Com o ajuste do juro, o dólar deve buscar seu preço mais compatibilizado com a realidade brasileira, que tem enormes reservas cambiais, retrocedendo para o intervalo entre 4,60 e 4,80 reais", afirma em nota.

De acordo com o BTG Pactual digital (do mesmo grupo controlador da EXAME), a taxa Selic, que hoje está em 3,5%, deve chegar a 6,5% até o fim do ano. A projeção, que era de 5,5%, foi revisada levando em conta a retomada do crescimento econômico prevista para o segundo semestre.

"O ambiente de atividade mais forte que o esperado tem antecipado nossas expectativas de fechamento do hiato do produto", afirma a equipe de Research do banco em relatório. No último boletim Focus, a expectativa mediana do mercado para a Selic ao fim de 2021 era de 6,25%.

Desde o fim de abril, o dólar acumula queda de cerca de 8% contra o real. Nesse período, além da alta de juros, fatores como a menor percepção de risco fiscal, a alta das commodities, a melhor perspectiva de crescimento do país e as captações de empresas brasileiras no exterior contribuíram para a valorização do real.

Fonte: Exame Invest
Autor: Guilherme Guilherme
Link: invest.exame.com/dolar-cai-1-antes-de-copom-e-fica-abaixo-de-r-5
Data de publicação: 15/06/2021

Tensões geopolíticas criam disfuncionalidades, mas nem tudo deve afetar o Brasil!

Já ficou no passado a confusão contumaz que Buenos Aires era a capital do Brasil, até porque este também foi um dos pontos firmados pela Lava Jato perante o mundo, todos sabem agora que é Brasília.

Portanto, é preciso considerar o ocorrido com o país vizinho nas devidas proporções para não “promovermos” impactos na nossa economia além do racional.

O povo argentino “desvalorizou” o valor econômico de seu país perante a comunidade global em algo como 30%, como síntese dos vários impactos, ao sinalizar uma eventual decisão política em prol da oposição, e, de forma severa não há como não se ter a expectativa de que o próximo evento possa ser o “default”, que consolidará as repercussões negativas, o que, mais uma vez, isolará o país, mas desta vez, poderá não haver “afinidades” com o governo brasileiro e o relacionamento poderá ser mais distante.

Perde com esta perspectiva a Argentina com ampla disfuncionalidade dos seus parâmetros como inflação, valor da moeda, juros, solvência, etc... tudo de ruim e praticamente nada de bom.

Perde o Mercosul, embora os volumes de exportações brasileiras já tenham sido reduzidos substantivamente se bem que é um historicamente um grande cliente. Perde o Acordo em andamento Mercosul-União Europeia que deve retroceder como efeito natural, e, perde a região dado os vasos comunicantes e ilações visionárias que podem especular sobre uma “nova Venezuela”, o que seria drástico.

Porém, como bem disse o Presidente do BC, Campos Neto, o Brasil pode conviver com este quadro de forma tranquila, tendo em vista que a visibilidade das nossas reservas cambiais afasta qualquer ilação de contaminação da questão Argentina, pois o país está soberbamente defendido e isto é de conhecimento global.

O Brasil tem seus problemas pontuais, que não devem ser doravante atribuídos a questão Argentina, como a falta de atratividade por parte dos investidores estrangeiros e por falta de tração de sua economia que tem um governo, firme nas reformas, mas impotente para prover o país com investimentos estruturais que gerem emprego, problema de grande dimensão na atualidade, renda e consumo e que motive o setor produtivo, com grande capacidade ociosa e estoques, a encontrar motivação para investimentos e impulsionar a atividade econômica, gerando adicionalmente à ação do governo, empregos renda e consumo.

O Brasil, neste momento, está amplamente vulnerável à aversão ao risco predominante no mercado global, que tem o seu epicentro no embate comercial entre Estados Unidos e China, que avançou da guerra tarifária para o perigoso e desestabilizador confronto utilizando câmbio e juros como elementos complementares, que colocou os mercados e investidores em postura defensiva fomentando forte aversão ao risco, que afeta diretamente os países emergentes, prioritariamente, embora haja desajustes em inúmeras economias não emergentes.

O que entendemos precisa ser bem diferenciado é o fato de o Brasil ter problemas intrínsecos ao seu “status quo”, reconhece-los e não buscar “mascará-los” com o problema argentino e que, a rigor, somente a ele cabe prover soluções, que, contudo, se colocam como grande desafio, salvo se o Governo resolver desfazer o “nó” existente de carência de recursos, não com aumento de impostos como se insinua nas colocações do Secretário da Receita Federal, mas com posturas agressivas e surpreendentes e criativas, como temos aventado com a possibilidade de utilizar parte das reservas cambiais, sabidamente excessivas, para fomentar os investimentos imprescindíveis para acionar a tração da atividade econômica e motivar o setor produtivo.

Afinal, as reservas cambiais não foram constituídas com superávits fiscais, mas tão somente com aumento da dívida pública.

Efetivo impacto no Brasil tem a disputa comercial entre Estados Unidos e China, que para muitos coloca presente o risco até de recessão global, que gera disfuncionalidades nos preços relativos da economia mais acentuados ao agregar no “jogo” não somente tarifaços, mas práticas cambiais nefastas diretas e perspectivas de uso adicional do juro como fator de influência nas paridades cambiais.

Este embate tornou o mercado global mais defensivo e cauteloso fomentando a aversão ao risco, assim as perspectivas para o Brasil tornam inevitável o impacto no câmbio pela busca no cenário global do dólar como “porto seguro”, ainda que tenhamos reservas cambiais substantivas e nenhum risco de crise cambial, e que coincide com um estado de fluxo cambial negativo para o país e estreitamento severo da taxa de juro interna com a externa, que pode ser fator – via cupom cambial – de maior aperto na formação da taxa cambial a partir do mercado à vista.

É preciso sensatez neste momento e não se fazer o Brasil “vítima” dos problemas dos “Hermanos”, acompanhando e sabendo exatamente onde poderá haver impactos comerciais, principalmente, comprometendo o Mercosul e seus mais recentes avanços, mas sem assumir influências já não mais cabíveis e dar-lhes dimensões exageradas.

O viés do dólar em alta é consistente, embora possa até ocorrer volatilidade, pois a insegurança consequente do embate entre China-USA prioriza a segurança em detrimento da rentabilidade, e este é um cenário que não permite prognósticos sobre a sua duração.

A China continua estabelecendo a paridade do yuan frente ao dólar acima de 7, hoje pouco acima de 7,03.

A Bovespa deve sofrer com a retração e até retirada de investidores estrangeiros, este mês já acima de US$ 1,0 Bi, tendo em vista que o investidor nacional não tem potencial para alavancar e sustentar altas, assim deverá ter comportamento volátil, com viés de baixa.

A saída, bem a saída requer atitudes agressivas e imediatas do Governo brasileiro ao “status quo” em que depende somente de si e não pode contar com o mercado global para sair da inércia da atividade econômica.

A ideia de utilizar as reservas cambiais neste contexto de “beco sem saída” nos parece plausível, afinal seria uma estratégia agressiva e de impacto.


Sidnei Moura Nehme
Economista e Diretor Executivo da NGO

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